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Crianças e idosos, os extremos etários da população, são os grupos mais suscetíveis à desnutrição. Enquanto os filhos são vítimas do despreparo dos pais, os velhos sofrem com o abandono familiar, a depressão e com as alterações no funcionamento do corpo provocadas pelo envelhecimento.
Para a pediatra Maria Paula de Albuquerque, do Centro de Recuperação e Educação Nutricional, a desnutrição infantil em São Paulo está mais relacionada à falta de conhecimento das mães para cuidar dos filhos e à má qualidade dos alimentos do que à falta de comida.
O erro mais comum na alimentação infantil é a oferta precoce e exagerada de alimentos industrializados, como miojo, bolachas e suco em pó.
"Eu dava balas, salgadinhos, guloseimas. Tantas crianças comem doce, então pensei que a minha filha também podia comer", conta Karina Aragão, mãe de uma menina de 3 anos desnutrida desde os 11 meses.
Segundo pesquisa da Unifesp realizada pela nutricionista Maysa Toloni em 2007, 67% de 270 pais ouvidos na capital disseram ter oferecido alimentos industrializados a seus filhos antes de eles completarem um ano de vida. |